01/09/2009

O POETA E A SABIÁ


Em uma de minhas visitas ao Príncipe dos Poetas Paraenses, meu amigo Alonso Rocha, uma surpresa: o Poeta veio abrir o portão às escuras com o dedo indicador posto nos lábios em sinal de silêncio. Ao cruzarmos o pátio da residência, a revelação inusitada: uma sabiá construíra seu ninho no xaxim da samambaia e estava, naquele momento, chocando os ovos sob os cuidados do autor de O Tempo e o Canto. Sorte da sabiá que tem no laureado sonetista e trovador paraense um amigo e defensor, chegando ao ponto de ter, em seu quintal bem arborizado, um “refeitório de passarinhos” onde coloca ração para as várias espécies que por lá aparecem. Coisas de Poeta e passarinhos...

2 comentários:

  1. Eleazar Venancio Carrias01/09/2009 21:39

    Que cena linda! Estive uma vez na casa de Alonso Rocha. Eu o havia encontrado por acaso na Academia Paraense de Letras, quando fui me inscrever no prêmio de 2008 (que não ganhei). A conversa começou perto das 15h00 na APL e terminou lá pelas 21h00, na casa do Príncipe, que me convidou para jantar com ele. A mim, um desconhecido vindo do interior!
    Ler essa experiência que você descreveu, Juraci, me encheu de saudade. E você está certo: coisa de poetas e passarinhos!...

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  2. O Alonso é verdadeiramente o Príncipe dos Poetas Paraenses. Tem o dom de receber e tratar bem as pessoas que o procuram, seja na APL ou em sua residência. Em sua presença somos envolvidos de tal maneira na teia das palavras que não sentimos o tempo passar. E por falar em tempo, seu livro recém lançado, O Tempo e o Canto, está simplesmente belo!

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